Aniversário da cidade: salve, salve João Monlevade

Aniversário da cidade: salve, salve João Monlevade

Rostos cobertos por máscaras mudam a cena, mas não a essência da cidade hospitaleira e empreendedora

João Monlevade completou ontem (29) 57 anos de emancipação política, com uma imagem diferente: após mais um ano, os rostos continuam protegidos por máscaras, um sinal da pandemia de Covid-19 que assola a cidade, o estado, o Brasil e o mundo. Por outro lado, o item obrigatório é sinal de cuidado consigo e com o outro. Portanto, neste aniversário que celebra a data de fundação do município, quando se separou de Rio Piracicaba, naquele 29 de abril de 1964, o maior presente, hoje, sem dúvida, é a saúde.
A pandemia ainda está aí, mas dá sinais de enfraquecimento, com a queda de pessoas internadas e o número crescente de vacinados. João Monlevade é uma das cidades da região que mais imunizou seus habitantes. Até a quarta-feira (28), eram 12.600 pessoas vacinadas. Ainda assim, os reflexos dos novos tempos estão em toda parte. Crianças estão longe da escola, os idosos em casa, os trabalhadores mantendo o necessário distanciamento e, as lojas, com muitas placas, faixas e orientações. Mesmo com as mudanças radicais no cotidiano, a esperança comanda o coração dos monlevadenses. "Não é tempo de festa, mas não podemos deixar de comemorar a data, nem que seja com pensamento positivo', disse o autônomo Antônio Carlos de Oliveira.
João Monlevade teve lojas vazias, ruas e avenidas desertas no início dos casos de coronavírus. Agora, em tempos de mais flexibilização do isolamento social mostra que o povo é quem faz a cidade, dá movimento às praças, alegra as ruas e mantém o comércio ativo. "A saúde é o melhor presente para João Monlevade. Mas precisamos também da colaboração da população. Porque se não houver colaboração não tem jeito", ponderou a dona de casa Roseni Aparecida Novais.
Monlevade chega aos 57 anos e a cena é a mesma: gente cobrindo o nariz e a boca, mas olhos e coração abertos para uma cidade que pulsa. No novo normal, algumas coisas não mudam: a cidade que carrega o espírito empreendedor, de quem quer trabalhar. Também, mantém firme sua origem, cidade construída com a força dos imigrantes, de outras cidades do mundo, como os luxemburgueses, mas também da região, de Minas e do Brasil. A cidade se transformou com a potência do trabalho de operários e de mãos vindas de várias partes do mundo, que contribuíram para o progresso e o desenvolvimento.
De pouco em pouco, sem as aglomeradas reuniões, os moradores entendem que Monlevade não enfrenta um problema de saúde pública isoladamente. "É preciso confiança, ter fé em Deus e acreditar que dias melhores virão. Estamos caminhando para isso e eles virão para todos", reforça Roseni.