Estudo da UFMG mostra que mineração impacta na saúde respiratória das pessoas em 22 cidades, incluindo Itabira

Daniella Longuinho/Rádio Nacional - foto arquivo

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Altera√ß√Ķes na paisagem geradas pela minera√ß√£o impactam na saúde respiratória das pessoas em uma das maiores províncias mineradoras do mundo: o Quadril√°tero Ferrífero, que engloba 22 municípios de Minas Gerais, incluindo Itabira, Bar√£o de Cocais e S√£o Gon√ßalo do Rio Abaixo, por exemplo. Essa foi a conclus√£o de um estudo feito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


A pesquisa conduzida pelo biólogo e engenheiro ambiental Matteus Ferreira, mostrou que fatores socioeconômicos e ambientais influenciaram nas taxas de interna√ß√£o por doen√ßas respiratórias na regi√£o.


Segundo o estudo, municípios com maiores √°reas verdes nos núcleos urbanos apresentaram menores taxas de interna√ß√£o na popula√ß√£o jovem, de 0 a 14 anos, do sexo feminino. J√° os municípios com maiores √°reas de minera√ß√£o apresentaram maiores taxas de hospitaliza√ß√£o, incluindo a popula√ß√£o idosa masculina.


Lembrando que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos garantido pela Constitui√ß√£o Federal. O mestre em ecologia defende que o poder público precisa conhecer tanto os impactos positivos quanto negativos gerados pelas atividades de minera√ß√£o, além dos benefícios de manuten√ß√£o de uma √°rea preservada.


Com dados do Instituto Chico Mendes de Conserva√ß√£o da Biodiversidade (ICMBio), o estudo revelou que em 2019 houve uma redu√ß√£o de 73% no or√ßamento federal destinado às 18 unidades de conserva√ß√£o de Minas Gerais, em rela√ß√£o a 2018. Matteus Ferreira destaca que esses recursos s√£o importantes para a preserva√ß√£o de √°reas naturais.


Para melhorar a qualidade de vida dos moradores que vivem em √°reas de minera√ß√£o e reduzir as interna√ß√Ķes por problemas respiratórios, uma alternativa apontada pelo estudo é ampliar parcerias locais e regionais para aumentar as √°reas verdes urbanas.


O estudo mostra que cada hectare de √°rea verde nas cidades pode gerar R$ 123 de economia ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente em saúde respiratória.